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Turbo

19 jul 2013

written by Memória Cinematográfica

O cinema de animação é capaz de fazer muitas coisas que o filme live action não pode mostrar. Peixes que falam no fundo do mar e o peixe pai que atravessa o oceano em busca do peixe filho, como em “Procurando Nemo“, carros falantes em “Carros“, insetos cheios de decisões, em “Vida de Inseto”, e por aí afora.

O inusitado continua quando o cinema de animação propõe uma história sobre um caracol de jardim, conhecido por sua lentidão, tem o sonho de correr as 500 milhas de Indianápolis!

Em “Turbo”, longa-metragem em 3D que estreia nesta sexta, 19, nos cinemas, isso é possível. Teo é o tal caracol que vive entediado no jardim onde mora, pois seus colegas caracóis fugindo da bicicletinha do morador da casa e trabalhando sem parar, mas tudo o que ele quer é grudar os olhos na televisão e rever incansavelmente a corrida com o seu ídolo do automobilismo.

Nas horas vagas, ele treina para andar mais rápido e diminuir o seu tempo de rastejo entre a largada e a chegada que, em 36 centímetros, ele demora 17 minutos.

Quando presencia um racha no meio da rua (em um cenário que reproduz a racha no musical “Greese – Nos Tempos da Brilhantina”), ele vê a sua sorte mudar e chama a atenção de um especialista em comida mexicana.

Dirigido por David Soren, em sua estreia na direção de longa-metragem de animação, “Turbo” não traz inovações tecnológicas, nem tem diálogos cheios de sacadas. A fita tem uma pegada mais sentimental e discute o aumento da autoestima e valores como persistência, coragem. Mostra, aliás, que sonhar vale a pena.

Assim como “Carros”, de John Lasseter, “Turbo” pode não atrair tanto o público feminino. Já os pais (principalmente eles) podem levar tranquilos os meninos para o cinema. A diversão está garantida!


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