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007 – Operação Skyfall

25 out 2012

written by Memória Cinematográfica

Foi em 2006 que Daniel Craig, em “007 – Cassino Royale” mostrou ao mundo que poderia viver James Bond, o agente 007, ainda que, vá lá, não seja exatamente um Sean Connery. Em 2008, foi a vez de “007 – Quantum of Solace” perder a mão do herói.

A partir de sexta-feira, 26, ele poderá ser visto novamente como o personagem que tanto mexe com a imaginação dos amantes do cinema em uma nova missão no longa-metragem “007 – Operação Skyfall” (“Skyfall”), baseado nos personagens idealizados por Ian Fleming.

Nas primeiras cenas, o espectador já terá uma boa amostra do que vem pela frente, nos mais de 140 minutos de projeção do filme. É que é logo no início, durante um trabalho de campo, que Bond vai levar um tiro sem querer e colocar à prova a lealdade de M (Judi Dench sempre ótima).

Em um filme repleto de ação e emoção como os de 007, melhor mesmo é o mistério sobre o que vem pela frente.

A trilha sonora sublinha durante as cenas de perseguição, mas não para durante o filme todo, e vez ou outra a canção que marcou a franquia aparece para lembrar o espectador sobre o que está assistindo.

Mas esta memória é desnecessária. O filme trata logo de ele mesmo trazer à tona lembranças que fizeram do personagem, um sucesso, como as mirabolantes maneiras como ele se arranja para se livrar de um problema, as armas que aparecem com mil e uma utilidades, ou até mesmo os seus carros incríveis, que sempre foram muito adorados pelos fãs.

Aqui, além de um Land Rover, há as estripulias dentro de um autêntico Jaguar e um dos carros antigos que já fizeram parte da filmografia do personagem em um momento crucial da fita.

Além de se passar em Londres, com ótimas cenas filmadas dentro do metrô, a história se passa também em Xangai e os personagens citam Hong Kong várias vezes. É a poderosa China tomando conta também das locações cinematográficas.

Sob a batuta de Sam Mendes (“Beleza America”), o longa-metragem tem menos cenas de ação e mais drama, mais diálogos, principalmente com a presença do novo vilão, que protagoniza cenas repletas de bom humor, ainda que com boa dose de ironia.

Outra diferença é que, ao con­trário das outras fitas, aqui a mulher bonita ao lado do protagonista não é o primordial, ainda que em uma pequena sequência a Bond Girl aparece para dar uma trégua na correria. A personagem é vivida pela atriz francesa Bérénice Marlohe.

“007 – Operação Skyfall” é um tanto previsível, até porque trata-se de um personagem conhecido, mas a trama é boa e bem contada. Ainda que o protagonista não diga à agente em campo Eve (Naomie Harris) qual é o seu nome daquele jeito que só ele sabe contar.


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