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A Dama de Ferro

16 fev 2012

written by Tatiana Babadobulos

Depois de o cinema retratar as vidas de diversos reis e rainhas britânicos, por exemplo em “Elizabeth”, “A Rainha”, “O Discurso do Rei”, agora é a vez de a ex-primeira ministra, Margaret Tha­tcher, ter a sua história contada na tela grande, em “A Dama de Ferro” (“The Iron Lady”). O longa-metragem, que tem estreia apontada para o dia 17, recebeu duas indicações ao Oscar, incluindo Melhor Atriz, para Meryl Streep, em uma das melhores representações (e caracterizações) da sua carreia. Vencedora do Globo de Ouro, a atriz também foi premiada pelo Bafta, o Oscar inglês, no último domingo.

“A Dama de Ferro” é uma história não linear sobre uma moça que enfrentou todos os tipos de barreira e preconceitos de gênero e classe social (era filha de um comerciante, mas com diploma em Oxford) para ser ouvida em um mundo dominado pelos homens endinheirados. Com tantas idas e vindas, o espectador só começa a entender sobre o seu sofrimento lá pelas tantas, principalmente no que diz respeito a seu marido, Denis (James Broadbent).

Entre as barreiras que Thatcher teve de enfrentar estão as pressões nos primeiros meses de governo, eleita em 1979, enquanto seu gabinete a aconselha a recuar na política econômica. Há muita pressão com greves, distúrbios civis, o IRA, além da Guerra das Malvinas, contra a Argentina, problema que o Reino Unido enfrenta até hoje.

Os argentinos, aliás, estão odiando o filme, alegando que retrataram uma “Margaret Thatcher doce”. E é verdade. Sua saúde (ou o problema de) é colocada em primeiro plano, de modo que o espectador tenha compaixão…

Questões políticas à parte, o longa-metragem, dirigido pela britânica Phyllida Lloyd (“Mamma Mia!”), é um mergulho na política mundial, já que a primeira ministra passou pela queda do Muro de Berlim e outros tantos problemas econômicos, além de ter sido apelidada de “a dama de ferro” por líderes da União Soviética por sua firme oposição ao comunismo.

A decisão dos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood será conhecida no dia 26 de fevereiro. Independentemente da escolha, faça a sua, caro leitor. Mas, para isso, é preciso ir ao cinema ver a caracterização e o esplêndido trabalho da atriz. E vai valer a pena.


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