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Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian

02 jun 2008

written by Memória Cinematográfica

Estreou nos cinemas o segundo filme que compõe a série “As Crônicas de Nárnia”, livro escrito por C.S. Lewis, que resgata os contos de fada e as eternas lutas entre o bem e o mal. Depois de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, que ganhou as telas em dezembro de 2005, chegou “Príncipe Caspian”, história na qual os irmãos Pevensie são transportados outra vez da Inglaterra ao mundo de Nárnia, onde uma aventura e um teste coragem e do destino os aguarda. A ida, aliás, acontece em meio a uma confusão da estação do metrô londrino. De repente, os irmãos são levados para uma praia paradisíaca.

Embora tenha passado apenas um ano para os meninos, em Nárnia já se passaram 1300. Neste meio tempo, a Era de Ouro de Nárnia foi extinta, e ela foi conquistada pelos Telmarines, que agora está sob o domínio do rei Miraz (Sergio Castellitto). As quatro crianças, Lúcia (Georgie Henley), Edmundo (Skandar Keynes), Pedro (William Moseley) e Susana (Anna Popplewell), logo encontram um novo personagem: o herdeiro legítimo do trono de Nárnia, o jovem Príncipe Caspian (Ben Barnes), que foi forçado a ficar escondido enquanto seu tio Miraz planeja matá-lo para dar o trono a seu filho recém-nascido.

Com a ajuda de um duende, do rato Reepicheep, do texugo Trufflehunter e do Duende Negro, Nikabrik, os narnianos, liderados pelos cavaleiros Peter e Caspian, embarcam em uma jornada para encontrar Aslam (o mesmo Leão do filme anterior), retirar Nárnia do domínio de Miraz e restaurar a magia e a glória da terra.

Dirigida novamente pelo neo-zeolandês Andrew Adamson (que assina a direção dois primeiros “Shrek”), a fita épica é repleta de efeitos especiais, mas possui menos seres mitológicos que o primeiro. É nítido o crescimento dos atores e também o será dos espectadores, até porque as cenas são repletas de lutas, de modo que a diversão não é para os pequenos.

Os efeitos especiais estão ali para complementar a trama, de modo a dar vida (e voz, principalmente) aos animas inseridos digitalmente, e não simplesmente à toa, como algumas produções costumam fazer para se exibir. Há cenas, é verdade, que chegam a ser forçadas demais (como uma das finais no rio), mas é uma aventura divertida, que tem a duração de quase duas horas e meia.

Outro ponto positivo do filme é o bom-humor dos diálogos, que são capazes de fazer rir o espectador, principalmente com algumas sacadas irônicas.

Editada no Brasil pela Martins Fontes, a série completa de livros ainda inclui: “A Viagem do Peregrino da Alvorada”, “A Cadeira de Prata”, “O Cavalo e seu Menino”, “O Sobrinho do Mago” e “A Última Batalha”. “A Cadeira de Prata” é a próxima história que deve virar filme, com estréia prevista para 2011. Ao todo, foram vendidos mais de 85 milhões de livros em 29 idiomas diferentes, ficando atrás apenas de Harry Potter, da inglesa J.K. Rowling, como a série de livros mais famosa de todos os tempos.


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