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O Espanta Tubarões

08 out 2004

written by Memória Cinematográfica

Oscar é um peixe comum, que vive sua rotineira vida no fundo do oceano. Tem o seu trabalho no Lava Baleia, uma espécie de lava-rápido dos mamíferos. A sua seção, como peixe classificado para o final da cadeia alimentar, é a Língua, um serviço bem nojento, como se pode imaginar.

O recife onde mora é agitado, com trânsito de peixes que nadam de um lado para outro, e conta com um canal de televisão, outdoors que gritam a nova moda e toda a confusão de uma grande cidade. “O Espanta Tubarões” é o novo longa-metragem de animação da DreamWorks (os mesmos produtores de Shrek).

Quando estava sendo perseguido por seus credores, Oscar (voz de Will Smith na versão legendada e Paulo Vilhena na dublada) presencia uma terrível morte. O tubarão Frankie (voz de Michael Imperioli), filho mais velho do poderoso Don Lino (voz de Robert de Niro), é morto por uma âncora.

Ambicioso, Oscar se aproveita da situação para se dar bem e diz que é matador de tubarões. A verdade é que quer levar uma vida mansa, chegar ao topo do recife, e por isso deve cinco mil pratas ao seu chefe, Sykes (voz de Martin Scorsese), um peixe que infla e muda de voz quando nervoso.

Don Lino, em uma atitude de fazer seu filho caçula Lenny (voz de Jack Black) se tornar um verdadeiro matador, pediu ao primogênito que ensinasse técnicas ao mais novo. No entanto, o tubarão branco tem um segredo que não quer contar a ninguém: é vegetariano.

E é com a mentira de um e o segredo de dois seres do mar que selam uma amizade diferente e real. Ambos aprendem com as diferenças da vida e Oscar reconhece o amor de Andie (voz de Renée Zellweger), mesmo quando ele não era famoso, ao contrário da sedutora Lola (voz de Angelina Jolie).

As cenas mexem com a platéia, que se diverte com as gírias usadas, a trilha sonora empolgante e o jeito malandro de Oscar explicar os imprevistos da vida. Quem rouba a cena é seu amigo, que se denomina seu consultor financeiro, o Crazy Joe, depois que o peixe começa a ser entrevistado por suas conquistas e é “garoto-propaganda” de diversas marcas.

“Da mesma forma que ‘Shrek’, ‘O Espanta Tubarões’ tinha possibilidades de comédia e de emoção. Achei que seria divertido fazer uma sátira do clássico gênero de filmes de mafiosos com um pano de fundo urbano e colocado no fundo do mar”, diz a diretora Vicky Jenson.

Outro diretor, Bibo Bergeron, completa: “É a história de um peixinho que conta uma grande mentira para conseguir o que acha que ele quer da vida: fama, fortuna, respeito e até amor. Mas só o que ele tem a fazer é abrir os olhos e ver que tudo isso já está ao seu alcance. Acho que, de certa forma, todo mundo pode se identificar com isso”.

“O Espanta Tubarões” tem cerca de uma hora e vinte de duração e conta com 340 cópias (sendo 40 legendadas). Para os adultos melhor mesmo é a versão original, pois a voz brincalhona de Will Smith, e a séria de Robert de Niro, são realmente muito boas.

No primeiro fim de semana de exibição nos Estados Unidos, o faturamento foi de US$ 49,5 milhões. Em tempo: não saia do cinema antes dos créditos finais!

 


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