Memória Cinematográfica

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Yves Saint Laurent

Os estilistas ganham cada vez mais espaço no cinema. Coco Chanel já foi tema de pelo menos dois longas-metragens recentemente. Em 2009, Audrey Tautou se transformou na estilista aos olhos da diretora Anne Fontaine, em “Coco Antes de Chanel“. No ano seguinte, foi a vez de contar na telona sobre o caso que ela teve com Igor Stravinsky, baseado no romance Coco & Igor, de Chris Greenhalgh, que também é roteirista do filme dirigido por Jan Kounen.

Sob as lentes de Jalil Lespert, chega aos cinemas brasileiros “Yves Saint Laurent”, filme sobre o estilista francês que começou muito jovem, por volta de seus 20 anos, como assistente de Christian Dior. Ele prosperou até se tornar o estilista titular da marca após a morte do criador e, depois, decidiu a abrir sua própria grife com o apoio de Pierre Bergé.

A obra é uma cinebiografia autorizada sobre um dos grandes gênios da moda, que conseguiu fazer sucesso tanto na alta costura como no prêt-à-porter. Apesar de ser reconhecido principalmente por suas criações femininas, não quer dizer que o filme seja dedicado às mulheres. O longa-metragem fala também de persistência, amadurecimento, coragem e amor.

Na trama, é possível acompanhar quando ele deixou a família na Argélia para viver em Paris e se tornar um costureiro conhecido e preferido por muitas mulheres. Mergulhado em seus desenhos, Saint Laurent conheceu a obsessão e foi diagnosticado com distúrbio maníaco-depressivo.

É possível conhecer o modo como o artista se transformou ao longo dos anos. A trama percorre desde os tempos do garoto tímido que foi viver na capital da moda, com um jeito meio sacerdotal, até o homem descolado, que vive seu amor homossexual sem preconceitos, passando por drogas e a época hippie dos anos 1960.

Tudo isso, aliás, se reflete em suas criações – inclusive a época em que foi morar no Marrocos para se distanciar da pressão de Paris e criar suas peças, que seriam sucesso coleção após coleção. A maneira como ele criava, como nasceu a coleção inspirada nas belas-artes e até mesmo a história do smoking feminino são mostradas durante os 100 minutos de projeção.

Leia o texto completo e a entrevista com o diretor diretamente no site da GQ.

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