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Salt

29 jul 2010

written by Memória Cinematográfica

Desde “Garota, Interrompida”, filme de 1999 que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz, Angelina Jolie não saiu mais do foco, seja no assunto do cinema, seja em sua vida pessoal, uma vez que faz trabalhos huma­nitários principalmente na África.

Embora o papel tenha sido bastante dramático, dali pra frente é nos de ação que ela tem se destacado, como em “Lara Croft: Tomb Raider”, “Sr. & Sra. Smith” (no qual atuou ao lado do marido Brad Pitt), “O Procurado”. Sexta-feira, dia 30 de julho, ela chega aos cinemas em mais uma superprodução: “Salt”.

No thriller, ela é Evelyn Salt, uma agente da CIA que é acusada de ser uma espiã russa e que foi designada para matar o presi­dente daquele país durante sua visita em Nova York. A partir de então ela precisa proteger o marido, convencer os colegas da agência de que é inocente, mas, sobretudo, colocar em ação suas crenças e promessas sobre sempre proteger o seu país.

Depois das apresentações dos personagens, quando o espectador vai conhecer um pouco da rotina da protagonista, o diretor Phillip Noyce (“O Colecionador de Ossos”) aponta as suas lentes para a correria sem fim, explosões e o armamento para ne­nhum filme de ação botar defeito. Aliás, cenas capazes de fazer inveja a super-heróis como Ho­mem-Aranha, já que ela sobe em prédios, salta entre carros, se joga do helicóptero etc.

Escrito por Brian Helgeland (“Sobre Meninos e Lobos”), o longa-metragem leva a espio­nagem a sério, diferentemente, por exem­plo, de “Encontro Explosivo” (“Knight and Day”), no qual o astro Tom Cruise é um agente secreto e conta com ajuda de June (Cameron Diaz) para a missão.

Cheio de trapalhadas, encontros românticos e bom-humor, “Encontro Explosivo” só se parece com “Salt” em uma questão: cenas forçadas, daquelas que o espectador percebe que, de fato, está na pol­trona do cinema e não envolvido com o filme. A trilha sonora alta e incessante durante os 100 minutos do longa também incomoda o espectador.

Uma curiosidade: o filme, na verdade, fora escrito para Tom Cruise, mas Angelina Jolie teve de substituí-lo pois ele teve pro­blemas na agenda e também ficou com medo de o protagonista ser muito parecido com Ethan Hunt, de “Missão Impossível”, série que deve ganhar, em breve, a quarta parte.

Se em “Encontro Explosivo” há apelo tanto para o público mas­culino quanto feminino (por conta, é claro, dos atores principais e por lembrar uma comédia romântica), “Salt” é muito mais um filme indicado aos rapazes, já que reúne ação, explosões e, claro, a bela e sexy Angelina Jolie.

Nas bilheterias norte-americanas, praça onde o filme estreou no último final de semana, porém, a abertura não foi tão bem assim. Isso porque ficou em segundo lugar, atrás de “A Origem” (“Inception”), longa que estreia dia 6 de agosto no país.

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A versão em francês publicada pelo Cineblogywood


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