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Watchmen – O Filme

06 mar 2009

written by Memória Cinematográfica

Na ocasião do lançamento do longa-metragem “300“, em 2007, o diretor Zack Snyder esteve no Brasil e comentou em entrevista que, depois de filmar a adaptação do graphic novel “Os 300 de Esparta”, já tinha em mente que seu próximo filme seria a adaptação de “Watchmen”. No entanto, naquele tempo ele ainda não tinha o elenco definido. Promessa feita, promessa cumprida. Dia 6, chega aos cinemas “Watchmen – O Filme” (“Watchmen”).

Snyder é um cineasta entusiasmado, cheio de energia para fazer movimentar as páginas dos quadrinhos na tela grande do cinema (fato que contribuiu para aceitação do estúdio em financiar o filme). Um de seus problemas, porém, é que ele leva o graphic novel a sério demais, como ele levou “300” e leva novamente esta produção, que é sombria, mas tem estética bem elaborada e, literalmente, copia o desenho para a tela com suas cores secundárias – e não preto-e-branco como foi “Sin City“, por exemplo, e tons de marrom e vermelho como “300“.

Se no filme anterior ele abusou dos efeitos especiais para fazer o cenário, neste ele utiliza cenários reais para contar a história. Sets foram construídos para o filme, como uma réplica da cidade de Nova York, que possui suas Torres Gêmeas intactas, entre outras coisas. Os efeitos especiais estão ali, mas sempre com algum propósito, a serviço da história, e não para só impressionar. Os efeitos de câmera lenta também são bastante explorados.

Baseado na obra escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, o filme fala sobre uma América paralela em 1985 na qual super-heróis fazem parte da sociedade, e o “Relógio do Juízo Final” traça o gráfico da tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética.

O desenrolar da trama começa quando o Comediante (Jeffrey Dean Morgan) é assassinado e os outros vigilantes mascarados, como Dr. Manhattan (Billy Crudup como o sujeito azul que vive indo para Marte), Rorschach (Jackie Earle Haley com a máscara que se movimenta), Coruja II (Patrick Wilson), Espectral II (Malin Akerman) e Ozymandias (Matthew Goode) querem descobrir quem foi o autor do crime. Então, se eles haviam deixado de vigiar a cidade, logo retomam.

O longa se preocupa de, em flashback, fazer as apresentações dos personagens, mostrar a personalidade de cada um, até chegar à conclusão do motivo que levou o assassino a cometer o . Para isso, porém, Snyder precisou de tempo. Muito tempo, aliás, já que o filme tem 160 minutos de duração.

Com cenas bem-humoradas (mas não muitas), diálogos que abordam o tema político em uma Nova York conturbada em um país cujo presidente é Richard Nixon, o longa vai bem até certo ponto, quando começam inúmeras lutas, revanches, vinganças sem-fim, deixando o espectador entediado e perdido. Snyder leva a adaptação tão a “ferro e fogo”, que não poupa a plateia ao mostrar cenas violentas repletas de sangue, torturas e sexo. Dentro da prisão, há um momento em que se pensa que a cena será cortada, mas ele vai até o fim, deixando muita gente desconfortável.

“Watchmen” é um “arrasa-quarteirão” que vai arrastar batalhões para as salas de cinema, mas não chega a ser o novo “Batman – Cavaleiro das Trevas” por ser menos popular, não ter o apelo do Coringa cômico e com diálogos cheio de filosofia.

Prepare a pipoca, acomode-se na poltrona e aproveite: deixe o universo criado por Zack Snyder invadir a tela. De lá, tire proveito se quiser, senão relaxe, divirta-se e prepare-se para o próximo filme-cabeça.


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