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Os Simpsons – O Filme

16 ago 2007

written by Memória Cinematográfica

Demorou quase 20 anos para os produtores de “Os Simpsons” se tocarem e fazerem um filme com os personagens de uma das séries mais famosas e assistidas da televisão brasileira. “Os Simpsons – O Filme” (“The Simpsons Movie”), longa-metragem que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 17, após quatro semanas de sua estréia nos Estados Unidos (onde arrecadou US$ 71,850 milhões no primeiro final de semana de exibição), é um episódio estendido para o triplo do tamanho ao que os fãs estão acostumados a ver no aconchego do lar.

No entanto, quando parte para a tela grande, o tal episódio passa a ser uma experiência ímpar em que cada pessoa pode compartilhar as cenas engraçadas do seriado com uma sala de cinema lotada. Sem falar, é claro, da tecnologia superior usada para a produção em grande dimensão e das movimentações de câmera, que proporcionam ao programa a cara de cinema.

Na fita, pode ser que as pessoas que costumam assistir ao seriado sintam falta do dublador oficial do Homer (no Brasil, das mais de 450 cópias, menos de 20 serão legendadas), mas terão a oportunidade de ver novos personagens e gargalhar com eles, como as paródias com o presidente Schwarzenegger (na voz de Harry Shearer), a luta contra o aquecimento global (e a sátira do filme baseado no livro de Al Gore, aqui chamado de “Uma Verdade Irritante”), de personagens famosos, como Homem-Aranha e Harry Potter, a banda Green Day (que faz participação especial logo no início) além de a própria Fox, distribuidora da obra, rir de si mesma, quando fala de chamadas de próximas séries no meio do filme.

A Fox, aliás, não apenas ri de si mesma, como também faz o espectador rir de si próprio. Isso porque, logo no início, os personagens aparecem na sala de exibição assistindo a um filme, e Homer manda logo uma: “Eu não acredito que nós pagamos para assistir a algo que podemos ver na televisão de graça! Todos aqui neste cinema são uns otários, especialmente você”, quando, sem pudor, aponta para o espectador. Perfeito. Escrachado, como Homer deve ser.

A narrativa começa quando o velho Simpson tem uma visão na igreja e faz previsões assustadoras. Depois, uma catástrofe criada por Homer acontece e ele precisa salvar os moradores de Springfield (a história toda gira em torno dele). Por isso, os cidadãos da cidade querem a sua cabeça e até a sua família, liderada pela esposa Marge, não lhe dá a mínima. A cidade inteira ficará adornada por uma grande cúpula, da qual não conseguirá sair mais.No meio do caminho, a família Simpson vai para o Alasca e situações engraçadíssimas tomarão conta do enredo, como a adoção de um porco como animal de estimação, o passeio que Bart faz pela cidade inteiramente nu, as sacadas do bebê (que nunca cresce) e acaba salvando a família de uma grande roubada, além do engajamento de Lisa na causa ambiental e seu novo namorado que não é imaginário e adora o meio ambiente, assim como ela.

Produzido por James L. Brooks, Matt Groening, Al Jean, Mike Scully e Richard Sakai, o roteiro é assinado por James L. Brooks, Matt Groening, entre outros veteranos da série. A direção está sob a batuta de David Silverman, que coordenou a criação de mais de 100 personagens inéditos.

“Os Simpsons – O Filme” discute de maneira hilária temas atuais, diverte o público adulto e prova que pode fazer cinema com a sua história e os seus personagens politicamente incorretos, sem ficar cansativo ou repetitivo.

Ah, sim, ao final, não saia da sala de cinema antes de os créditos finalizarem. Tenho certeza que você fará o mesmo pedido que Maggie fez.


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