Memória Cinematográfica

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Miami Vice

tatianna 25 agosto 2006

Esqueça a televisão. Vamos ao cinema. Um dos seriados de maior sucesso nos anos 80 chega à telona para contar a história de policiais que se envolvem com traficantes para desvendar o esquema de contrabando de drogas. “Miami Vice”, longa que estréia no Brasil nesta sexta, 25, após faturar mais de US$ 55 milhões nas bilheterias norte-americanas em três semanas, é emoção pura.

Colin Farrell é o detetive Sonny Crockett, parceiro de Ricardo Tubbs (Jamie Foxx, vencedor do Oscar de Melhor Ator por “Ray“). Os dois contam com uma equipe munida de apetrechos para garantir que a entrega do carregamento de drogas seja feita no horário e local previamente combinados, sem que a “polícia” desconfie.

Para efetuar a transação, os dois precisam viajar para a Colômbia, para o Haiti e também para a fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil (nas filmagens há tomadas em Miami e Key West, na Flórida, e também Paraguai, República Dominicana, Uruguai e Brasil).

Lá eles conhecem José Yero (John Ortiz) e Isabella (a chinesa Gong Li, de “Memórias de uma Gueixa“). Os dois trabalham a mando do todo-poderoso Jesus (Luis Tosar): o homem da grana.

No meio do caminho, Sonny e Isabella, uma executiva que “não precisa casar para ter onde morar”, se envolvem em um romance e, com uma lancha muito rápida, vão beber um Mojito em Cuba.

O diretor Michael Mann (“Colateral“) faz bem o trabalho quando lhe é proposto um filme de ação, com correria, explosões e muitos tiros. Com filmagem em Alta Definição (HD), Mann, também responsável pelo roteiro, abusa das cenas escuras, bem estruturadas, convincentes e plásticas, como as quedas d’água que aparecem na fita.

Jamie Foxx deixa de lado o drama para virar um negociador e, sobretudo, um atirador de primeira. Seus trejeitos enquanto encarna o personagem fazem o público se identificar com o herói. O olhar de lado, com uma das sobrancelhas arqueadas, é ótimo!

Já Colin Farrell, que recentemente viveu o personagem-título em “Alexandre“, desta vez aparece com um bigode e jeito malandro, que se dá bem com as mulheres. Mas o sujeito caricato entra em cena e ele é pego de surpresa quando se vê apaixonado pela mulher de Jesus.

Gong Li, aliás, faz bem o papel de executiva-sedutora, que manipula e lava dinheiro sem compromisso com a ética e as boas maneiras. O inglês com sotaque oriental dá o tom e completa a personagem.

Embora nem toda a geração que costuma freqüentar as salas de cinema tenha acompanhado a série na TV, a ação será um bom motivo para encarar a sessão, pois o longa tem qualidades essenciais para atrair espectadores: uma história atual, que conta com um diretor de primeira linha e responde bem a blockbusters. Tudo isso aliado a um excelente elenco. Diversão na certa!

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