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A Fantástica Fábrica de Chocolate

21 jul 2005

written by Memória Cinematográfica

O clássico filmado em 1971 volta às telas do cinema a partir do dia 22 de julho com o intuito de mostrar, mais fiel ao livro de Roald Dahl de 1964, a verdadeira história de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (“Charlie and the Chocolate Factory”).

Desta vez, o longa-metragem é dirigido por Tim Burton (“Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”), que procura explorar cada vez mais a tecnologia que tem à disposição, deixando o cenário da fábrica de Willy Wonka mais colorido e, principalmente, saboroso.

Interpretado por Johnny Depp, Wonka é um adulto frustrado e com problemas que carrega desde a infância por ter tido um pai controlador e preocupado com a saúde de seus dentes, já que era dentista e o proibia de comer doces.

Cansado das restrições, Willy Wonka foge de casa e como vingança abre uma fábrica de doces que faz balas e inventos jamais vistos, como o chiclete que nunca perde o gosto.

Traído por funcionário que espionava e entregou ao concorrente a receita secreta, Willy decide fechar a fábrica. Anos depois, ele a reabre, mas ninguém nunca vê a sua cara ou vê alguém entrar ou sair da grande construção.

Sem herdeiro, ele decide premiar cinco crianças do mundo que vão conhecer a fábrica durante um dia inteiro. Para tanto, é preciso encontrar o bilhete dourado colocado na barra de chocolate.

Então começa uma maratona, gente indo atrás dos bilhetes e cada um que encontra, é mostrada a sua vida. Os cinco sortudos são personagens caricatos, como o gordinho e guloso Augustus Gloop, que não se cansa de comer doces; a mimada inglesa Veruca Salt, que exige que o pai compre tudo o que ela quer; a lutadora Violet Beauregarde, que vive mascando chicletes; o nerd e mau-humorado Mike Teavee e o pobre Charlie Bucket (Freddie Highmore), que vive em um casebre com sua família inteira e todos os dias o que tem para comer é sopa de repolho. Aliás, o menino fez o papel de Peter ao lado de Johnny Depp no longa “Em Busca da Terra do Nunca”.

Previsível, logo dá para sacar quem vencerá o prêmio surpresa. As opções de Burton em filmar certos ângulos e não outros rendeu um espetáculo aos espectadores. De quebra, algumas cenas remetem a filmes antigos que vai fazer os adultos se divertirem, como a música-tema de “2001: Uma Odisséia no Espaço” que aparece justamente a cena dos macacos na Terra.

Outro clássico é a cena do chuveiro do filme “Psicose”, do brilhante diretor Alfred Hitchcock. Sem contar os lendários Beatles interpretados pelos Oompa-Loompas (Deep Roy), esses seres engraçados, pequenos e esquisitos que tendem para o bizarro, mas cumprem o papel de operários da Fábrica em troca de cacau como pagamento. São eles também os responsáveis pelo videoclipe acompanhado de coreografia que é apresentada a cada eliminação.

Dificuldade teve o diretor nas cenas que contêm esquilos responsáveis pela separação entre as nozes boas e podres. Os bichinhos de verdade são treinados e deram um trabalho danado, mas agraciou e somou ao elenco positivamente (difícil é entender como eles, os principais consumidores de nozes, não aproveitavam para comê-las).

O cenário é todo comestível e o rio de chocolate é feito com mais de 760 mil litros de chocolate líquido: cerca de 121 mil litros para a cachoeira e 643 mil litros para o rio.

O longa vale a sessão da tarde. As crianças vão se divertir e aprender valores relacionados à família e sobre a importância que os nossos descendentes têm na nossa vida e na construção da personalidade.

Os adultos, bem, esses vão rever o clássico, ficar com a musiquinha na cabeça por uma semana, se embriagar de cenas engraçadas, se emocionar (por que não?) e refletir sobre o efeito que os doces podem causar no corpo. E não estou falando apenas de quilos extras na balança!

Comentários

Eu adorei reviver a infância com “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Gargalhei, me emocionei em alguns momentos, mas fala sérios, que doces alucinógenos eram aqueles???


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