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Assalto à 13ª DP

07 abr 2005

written by Memória Cinematográfica

Embora a primeira versão de “Assalto à 13ª DP”, filme que estréia nesta sexta, 8, tenha a França como cenário, o diretor Jean-François Richet optou por fazer o remake com a cidade norte-americana de Detroit como pano de fundo. Para ter cada vez mais a cara de Hollywood, o roteiro ficou a cargo de James DeMonaco (“A Negociação”).

No último dia do ano, os policiais da 13ª DP se preparam para mudar de prédio e poucos funcionários permanecem no local durante uma forte nevasca. É lá que presos que estavam sendo transportados para uma prisão de proteção máxima são deixados até que o tempo melhore.

A equipe é comandada pelo bom sargento Jake Roenick (Ethan Hawke), porém suas lembranças de acontecimentos nada agradáveis persistem sob sua personalidade, e o atrapalham no momento de tomar decisões. E é por se sentir impotente e sem segurança que foi acionada, à contra-gosto, a psicóloga portadora de Transtorno Obsessivo Compulsivo Alex Sabian (Maria Bello), que o vê beber ou tomar tranqüilizantes e antidepressivos para acordar e dormir.

Entre os presos alojados delegacia está o gângster Marion Bishop (Laurence Fishburne), procurado por Marcus Duvall (Gabriel Byrne), comandante do esquadrão contra o Crime Organizado e Extorsão. No momento em que o sargento Rornick percebe que está sem homens para lidar no tiroteio contra os policiais, resolve armar os presos. É mais um caso em que a própria categoria não se respeita.

Para se ter um ambiente denso como pede um longa-metragem policial, as câmeras são rápidas e a fotografia, escura. Inclusive há a movimentação de câmeras de mão correndo de um lado para o outro, uma boa solução encontrada pelo diretor francês, inclusive para dar idéia de dinamismo, uma vez que quase toda a história se passa dentro da delegacia, fato que oferece poucas oportunidades de cenário.

Uma das mudanças cruciais no roteiro dos dois filmes é sobre a gangue, que no primeiro ela ameaça a sociedade; no segundo, é a surpresa que aguarda o espectador. Nesta versão, a idéia de unir um criminoso mau e um bom policial é mantida.

Comentários

Certeza que o longa será muito mais assistido em vídeo do que em cinema. E outra certeza é que, embora o diretor francês não tenha aprendido falar inglês tão bem, filmar em inglês foi uma boa lição.

 


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