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Bridget Jones: No Limite da Razão

03 dez 2004

written by Memória Cinematográfica

Com sotaque britânico, Renée Zellweger vive novamente a solteirona londrina Bridget Jones, na continuação do filme “O Diário de Bridget Jones”, baseado no livro de Helen Fielding, que leva o nome de “Bridget Jones: No Limite da Razão”, publicado em 2000.

Para viver a personagem, Renée engordou 15 quilos, voltou com pique total e afiou ainda mais o sotaque, tarefa difícil para uma texana (ela foi bastante criticada à época quando foi a escolhida em detrimento de Cate Blanchett, Helena Bonham Carter e Kate Winslet). Para dar um novo olhar à Bridget, a direção ficou a cargo de Beeban Kidron (Romance de Outono).

Assim como “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” teve o seu roteiro modificado em relação ao livro, a segunda parte do longa-metragem que estréia nos cinemas nesta sexta, 3, também é bastante diferente. A começar que nas páginas, Daniel Cleaver (Hugh Grant) não aparece muito, mas com o intuito de não desprezar os olhos azuis e o seu jeito canastrão, Grant foi inserido ainda mais na trama e agora ele é um repórter que viaja o mundo para dar dicas de passeios aos telespectadores. E é para a Tailândia que Bridget vai junto e integra a equipe.

A cena da Tailândia, no livro, acontece porque Bridget vai descansar uns dias com uma de suas melhores amigas, Shazzer (Sally Phillips). O problemão, porém, é o mesmo: elas conhecem um viajante que as coloca em uma tremenda enrascada em um país estranho. Bridget, então, passa dias na cadeia, dividindo a cela com tailandesas, que se identificam bastante com ela, principalmente quando as ensina cantar e dançar a música “Like a virgin”, de Madonna.

Na trama, Bridget não está tão neurótica em busca de um namorado, afinal já tem um, o advogado Mark Darcy (Colin Firth). Sua vontade de beber e de fumar, porém, continua a mesma. Os seus encontros com Mark são um pouco atrapalhados, ainda mais devido aos empecilhos colocados pela bela Rebecca (Jacinda Barrett). No livro, ela está interessada no colega de profissão Darcy, já no filme…

Mas os dois passam momentos incríveis na neve, ele dorme em seu apartamento enquanto ela fica apenas admirando-o, ela vai ao jantar com os chatos dos advogados amigos de Darcy, usa um vestido justíssimo e ainda impressiona com sua inteligência (após algumas gafes, é verdade).

Os cenários de Londres são marcantes, o frio, o pub onde os amigos se encontram, o apartamento da solteirona, além, é claro, dos cartões-postais da cidade: Tower Bridge, Big Bem, London Eye. A passagem da cena que sai da janela do apartamento de Bridget e atravessa Londres inteira até chegar ao apartamento de Mark é bastante interessante.

Agora como uma jornalista de televisão, Bridget Jones tem muito a fazer. Mas o que ela simplesmente não consegue é chegar cedo às reuniões de pauta com o chefe, e de certa forma cumprir suas matérias. No longa-metragem, o episódio no qual ela vai até Roma entrevistar o ator Colin Firth é cortado. Até porque é o ator que vive a grande história de amor com a heroína dos anos atuais.

O “Diário de Bridget Jones” rendeu mais de US$ 280 milhões no mundo todo, tornando-se um dos filmes britânicos de maior bilheteria e transformando a personagem numa heroína de sua época.

 


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