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Alguém Tem Que Ceder

12 mar 2004

written by Memória Cinematográfica

De início parece aqueles filmes “mamão-com-açúcar”, cujo final pode ser previsto nos primeiros cinco minutos de exibição, inclusive com direito a: “… e todos felizes para sempre”. Na verdade é, mas a história de “Alguém Tem Que Ceder” nos faz pensar sobre os eternos encontros e desencontros da vida, além daquelas concessões feitas em favor do outro.

Na história, Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um solteirão convicto de 63 anos que só namora mulheres com menos de 30. Seu mais recente amor, Marin (Amanda Peet), uma menina linda e bem-humorada, o convida para um fim de semana na casa de praia da mãe.

Porém, o inesperado acontece: os dois dão de cara com a mãe da moça, Erica Barry (Diane Keaton), uma dramaturga de sucesso divorciada, que tinha ido para o litoral em busca de paz para escrever a sua mais nova peça.

O papel, aliás, lhe rendeu indicação de Melhor Atriz no último Oscar, mas foi derrotada pela atriz Charlize Theron, por sua atuação em Monster.

Beijos pra cá, abraços pra lá, e o solteirão tem um ataque cardíaco, passa mal e é levado para o hospital. Por recomendação do médico Julian (Keanu Reeves), Harry é obrigado a ficar nas redondezas, e a mãe de Marin acaba concordando em ajudar a cuidar dele até que se recupere. Daí pro final, com as confusões que a vida prega, os dois, que nunca se imaginaram juntos, acabam redescobrindo o amor maduro.

Embora o enredo todo se passe em Nova York, para o grand finale ficou reservado um cenário romântico: Paris. “Todo filme deveria ter a sorte de acabar em Paris”, afirma o produtor Bruce Block. Mesmo “mamão-com-açúcar”, o filme vale pelas cenas engraçadas.

Nicholson, com seu sorriso maroto e símbolo da cafagestagem masculina, está impagável no papel. E também podemos acreditar, enfim, que tudo vale a pena em favor de um momento de felicidade plena. Inclusive fazer concessões.

 


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