Memória Cinematográfica

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A Garota Dinamarquesa

Estreia TV on demand 19 julho 2016

A Garota Dinamarquesa

Não me recordava que o ator inglês Eddie Redmayne interpretou o jovem Colin Clark, em “Sete Dias com Marilyn”. Mas, quando eu vi “A Garota Dinamarquesa” (“The Danish Girl”), em cartaz no NET Now (R$ 9,90), sabia que o personagem-título era o mesmo de “A Teoria de Tudo”, sobre o físico Stephen Hawking.

O longa-metragem estreou no canal on demand com a chancela dada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao todo, o filme dirigido por Tom Hooper (“O Discurso do Rei” e “Os Miseráveis”), recebeu quatro indicações ao Oscar: melhor ator, melhor atriz coadjuvante (Alicia Vikander), melhor figurino e direção de arte.

A trama narra a trajetória da artista plástica Lili Elbe (Redmayne), que nasceu como Einer Wegener. Casado com Gerda (Vikander), o rapaz se destacava com suas obras de arte, era aplaudido, mas não curtia a badalação.

Um dia, sua mulher lhe pediu para se posicionar como a pessoa que ela, também artista, estava pintando. Vestiu as meias, calçou os sapatos, posicionou o vestido na frente do corpo.

O gesto não foi suficiente, claro. Já existia o desejo interno de ser mulher. Mas Einer foi o mais longe que conseguiu. Não apenas se vestiu como mulher, com maquiagem, peruca e vestidos, como também recorreu às últimas consequências.

Saiu da Dinamarca, viveu em Paris, na França, por um tempo, mas foi em Dresden, na Alemanha, que tomou a decisão mais certa de sua vida.

a garota meio
 A expressão corporal de Redmayne se mostrou incrível já quando o ator interpretou o físico cadeirante. Aqui, a transformação com os trejeitos efeminados, a maneira de andar, falar, se portar são condizentes com a personagem. Até mesmo o seu porte físico e a sua pele brilha como a de uma moça, tamanha é a entrega do ator a seu personagem.

“Li a ‘A Garota Dinamarquesa’ e fiquei profundamente tocado. Ela dava tudo e qualquer coisa para viver uma vida autêntica”, diz Eddie Redmayne, no material de divulgação para a imprensa à ocasião do lançamento do filme nos cinemas brasileiros.

Também no material de divulgação, o diretor afirma que o filme trata sobre “alguém que tem um bloqueio entre si e a melhor versão de si mesmo”.

Alicia Vikander ganhou o Oscar, mas este não foi o ano de Redmayne levar a estatueta pra casa. A 88ª edição do maior prêmio do cinema mundial ficou, finalmente, com Leonardo DiCaprio, por sua atuação em “O Regresso”. Merecido.

Aposto que Redmayne não tenha ficado chateado por não ser premiado. O grande prêmio ele conquistou no ano passado, por sua interpretação de Stephen Hawking. Neste, o presente é todo para o espectador, que se convence com cada gesto.

 

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