Memória Cinematográfica

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Hotel Transilvânia

3D Animação Estreia 5 outubro 2012

Foi-se o tempo que longas-metragens de animação eram apenas indicados às crianças. Desde que a Pixar lançou o cinema de animação no computador, com a estreia de “Toy Story”, em 1998, muitos outros filmes foram lançados, inclusive por outros estúdios, neste formato, capazes de levar a família toda ao cinema. E, talvez pelo avanço da tecnologia, a criatividade dos diretores e roteiristas aumentou e expandiu, de modo que as tramas não se resumem a histórias bobas e sem graça. Até “terror” têm vez nesse gênero.

Em “Montros S.A.”, animação dirigida por Pete Docter, em 2001, os monstros aterrorizantes têm a missão de assustar as crianças, a fim de conseguir seus gritos e gerar energia para o seu mundo. Quando uma delas aparece, quem se assusta é o monstro, a exemplo dos inseparáveis Mike e Sulley. Ou seja, o que era para ser, de certo modo, assustador, acaba sendo uma grande piada.

Enquanto o estúdio prepara a segunda parte do filme, “Monsters University”, cuja estreia está prevista para 2013, a Sony Pictures Animation lança no Brasil “Hotel Transilvânia” (“Hotel Transylvania”), longa que reúne os monstros e suas famílias em um resort, longe do alcance dos humanos.

O proprietário do hotel “cinco estacas” é Drácula que, para comemorar o aniversário de 118 anos de sua filha Mavis, convida Frankenstein e sua mulher, a Múmia, o Homem Invisível, uma família de lobisomens.

Mavis, que agora é “maior de idade”, quer conhecer o mundo. Então, o Drácula cria, com ajuda de seus amigos zumbis, uma cidade localizada próxima ao hotel e libera a filha para seguir até ali. Como aquele local foi elaborado para se apresentar à filha como a cidade real, e modificada, é claro, ela acha o local chato, sem graça e prefere continuar presa no castelo.

A situação começa a mudar de figura quando um humano, Jona­than, seguindo os tais zumbis, aparece no hotel. Trata-se de mochileiro que rodou o mundo e foi parar na Romênia. Pensando estar em uma festa à fantasia, ele trata logo de se enturmar.

Em versões 2D e 3D, “Hotel Transilvânia” traz diálogos engraçados e sátiras dos monstros que não têm nada de terror. Ao contrário. É a comédia que impera, principalmente enquanto os personagens tentam provar que os monstros são exatamente como a gente, já que o pai tem preocupações com a criação da filha desde que a esposa morreu, enquanto a garotinha ainda era um bebê, e agora teme de deixar a filha sair no mundo, arrumar namorado e assim por diante.

Quando os diálogos são com o humano, ele pergunta sobre os clássicos para matar o vampiro, como o alho e estaca no coração. Para esta última, o monstrengo responde logo que estaca “mata qualquer um”. Já sobre o sangue, diz que não suga o dos humanos, pois está cheio de colesterol (!), prefere tomar “sangue zero”.

As famílias convidadas pelo Drácula têm problemas como qualquer outra. Assim, os personagens criam uma empatia fácil com a plateia, além de os diálogos usarem gírias do nosso tempo, ao invés de causarem medo ou espanto.

Ao invés de o pai ensinar a filha a andar de bicicleta, por exemplo, aqui o Drácula ensina a pequena Mavis a virar morcego e a voar, usando capacete para se proteger das quedas.

Na criação dos personagens, o modo estilizado e atual dos desenhos traz uma nova cara ao Drácula, à Múmia, ao Frankenstein etc. Com direção de Genndy Tartakovsky, em sua estreia em animação, “Hotel Transilvânia” desenvolve a técnica de animação sem nada dever a outros estúdios especializados e com uma história para contar que encanta a plateia formada por crianças e adultos.

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