Memória Cinematográfica

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Um Dia

Estreia 6 dezembro 2011

O que acontece na vida de dois jovens que se conheceram no dia da formatura da faculdade e, durante 20 anos, o que se passou na vida de ambos enquanto estavam juntos e separados. Grosso modo, este é o tema de “Um Dia” (“One Day”), longa-metragem que está em cartaz atualmente no país e que foi inspirado no best-seller homônimo de David Nicholls, também autor do roteiro.

A trama segue de modo não-linear, quando Emma (Anne Hathaway, de “Amor e Outras Drogas”, “O Diabo Veste Prada”) está passeando de bicicleta pelas ruas de Londres, até que a fita volta no tempo e a plateia começa a acompanhar como foi que ela e Dexter (Jim Sturgess, de “A Outra”) se conheceram na faculdade.

Isso porque, depois de um dia juntos, mais precisamente em 15 de julho de 1988, eles se tornaram amigos inseparáveis, ainda que ambos tenham vidas bastante diferentes. Ela é uma menina de classe operária e sai da Escócia para morar em Londres e tem ideais de fazer do mundo, um lugar melhor para se viver. Já ele é um galanteador de família rica, que só pensa em viajar para diversos lugares, sem se preocupar com o amanhã, fazendo do mundo, o seu playground.

Entre o vaivém da amizade, já que Dexter acaba se “perdendo” quando encontra uma nova namorada ou quando vai trabalhar na televisão e fica deslumbrado, além de se envolver com drogas, o espectador vai acompanhando, sempre cenas que acontecem no dia 15 de julho ao longo desses 20 anos, a trajetória de ambos e como a garçonete do restaurante mexicano se casa e vai morar em Paris para lançar seu livro.


A nova-iorquina Anne Hathaway carrega para fazer um sotaque britânico, mas interpreta bem o papel tanto da “jeca” que calça sapatos ortopédicos, até a moderna escritora com o cabelos curtos e vestido à la “Bonequinha de Luxo”.

Destaque para o bom humor dos diálogos, principalmente os de Emma, além da trilha sonora, que foca nos clássicos que fizeram muito sucesso nos anos 1990 – mesmo que nem todas as canções estejam no disco.

Dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig (de “Educação”), “Um Dia” até que tenta utilizar elementos para emocionar o espectador, mas acaba por cansá-lo com o excesso de idas e vindas no tempo, recurso que em “(500) Dias com Ela”, por exemplo, não ficou over. “Um Dia” acaba por se tornar previsível, além de demonstrar que faltou um pouco de ousadia da diretora.

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