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A Rede Social

06 jan 2011

written by Memória Cinematográfica

 

Quer sentir raiva, uma raivazinha que seja, do Facebook? O caminho mais curto é assistir ao filme “A Rede Social” (“The Social Network”), se é que você ainda não viu…

Isso porque a fita, estrelada por Jesse Eisenberg (de “Solteirão”), conta a história de Mark Zuckerberg, um analista de sistemas de Harvard que, a partir do quarto onde mora na universidade, começa a trabalhar em um novo projeto que surgiu a partir do fora que tomou da namorada…

Para se ter uma ideia, o Facebook é uma rede social que reúne mais de 500 milhões de pessoas e fez de seu criador um dos mais jovens milionários do mundo. Ou melhor, bilionário, já que ele é dono de uma fortuna de 25 bilhões (o equivalente a apenas 50% do total da empresa).

Na trama, dirigida por David Fincher (de “O Clube da Luta” e “Seven – Os Sete Pecados Capitais”), Zuckerberg pede ajuda a um amigo, Eduardo (Andrew Garfield), para ajudá-lo com a grana que vai gastar para iniciar o site que se tornaria um dos mais acessados da internet.

Além de dinheiro, quem o ajuda a chegar lá, pensando no modo empresarial, é o criador do Napster (programa de troca de arquivo de música), Sean Parker (Justin Timberlake), que  conhece mais como funciona o mundo virtual.

Como nem tudo são flores, o espectador vai conferir (de maneira bastante rápida, dinâmica e com vários flashbacks) os espinhos, pois o analista de sistemas não usou apenas o fora da namorada para divulgar coisas da vida dela para a rede social da universidade, mas também queimar algumas etapas quando se fala em lealdade e fidelidade do único amigo a quem tinha na vida real. Além de também ter invadido a rede de Harvard (provando que não havia segurança, segundo sua defesa).

Ainda que a fita use alguns termos que chamamos de informatiquês, não é destinada exclusivamente aos nerds. O público de “A Rede Social” é bastante amplo e as idas e vindas no tempo foram uma maneira inteligente que o diretor encontrou para contar uma história de um jeito menos convencional.

Já indicado ao Globo de Ouro (nas categorias Melhor Filme Drama, Ator, Ator Coadjuvante, Diretor, Roteiro, Trilha Sonora Original) e com grandes chances de também participar do Oscar, o longa-metragem não pode ser ignorado. Não nos dias de hoje, uma vez que o longa está mais atual do que nunca.

Embora não possa ser chamado de “chapa branca”, haja vista que os méritos e os defeitos de Zuckerberg estão escanrados na tela grande, a película não toca no assunto do Orkut, por exemplo, também uma rede social e que fora criada um mês antes do Facebook.

Entre processos na justiça americana e ódio de amigos, além, é claro, do da ex-namorada, Zuckerberg liga pouco para o dinheiro. O que ele quer mesmo é… Bom, assista ao filme e confira! E resista deletar a sua conta, se for capaz. Eu resisti.

 


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