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Homem-Aranha 3

03 maio 2007

written by Tatiana Babadobulos

Depois do lançamento de “300”, longa-metragem baseado na graphic novel “Os 300 de Esparta”, de Frank Miller, outra grande produção prometida para 2007 chega às telas nesta sexta-feira, 4 de maio, em lançamento mundial: “Homem-Aranha 3” (“Spider-Man 3”).

A direção continua sob batuta de Sam Raimi, o mesmo que dirigiu os outros dois longas da franquia (“Homem-Aranha”, em 2002, e “Homem-Aranha 2”, em 2004). Nesta seqüência, porém, o personagem principal, vivido ainda por Tobey Maguire, vai ter de enfrentar mais vilões do que nos outros dois (o que não chega a ser uma coisa boa).

Depois da abertura do filme, quando começam os créditos, com retrospectiva dos episódios anteriores e a música de Danny Elfman toca, o espectador já pode se concentrar e pensar que muita emoção está por vir. A primeira cena de ação é protagonizada por Peter Parker, o fotógrafo do jornal Clarim Diário, quando é atingido por Harry Osborn (James Franco), filho do Duende Verde, em seu planador. Ele quer vingar a morte de seu pai, já que acredita que foi Aranha quem o matou.

Homem-Aranha só aparece voando e fazendo suas acrobacias e o tradicional balé entre as construções da cidade com suas teias um tempo depois, quando salva a modelo Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard), durante uma sessão de fotos em um andar alto do prédio.

Mais maduro, Peter decide que irá pedir a mão de Mary Jane (Kirsten Dunst) em casamento. Ela, que no último filme descobriu que os dois são a mesma pessoa, finalmente chega à Broadway com seu musical e tem o namorado na primeira fila.

O primeiro inimigo inédito que surge é Venom, um simbionte que veio do espaço e invade o seu apartamento e domina o seu corpo, transformando sua roupa vermelha e azul, em completamente preta. Além da cor, seus poderes também aumentam, assim como crescem a sua confiança e arrogância na mesma proporção, provando que os super-heróis também têm muitos defeitos (o seu lado negro) e que fazer justiça com as próprias mãos não é lá uma decisão muito sábia.

Também fotógrafo, Eddie Brock (Topher Grace) busca uma oportunidade no mesmo jornal de Peter, vendendo fotos do aracnídeo por um preço mais baixo a J. Jonah Jameson (J.K. Simmons), o editor caricato do jornal. J.J., aliás, protagoniza uma das cenas mais engraçadas do filme.

Outro vilão que aparece bem no começo é o Homem-Areia. Flint Marko (Thomas Haden Church) é o assassino do tio de Parker (do primeiro longa) e é procurado pela polícia nova-iorquina. Ele foi atingido por uma experiência nuclear e tem o seu DNA fundido ao da areia, que o faz ter uma força incrível e um tamanho gigante. Tudo o que ele quer, porém, é conseguir um pouco de dinheiro para tratar a doença da filha.

Neste longa, Raimi acerta novamente no posicionamento das câmeras (e nos efeitos especiais), fazendo com que o espectador se aproxime ainda mais de Homem-Aranha. Peter Parker, por sua vez, ainda procura estabilidade no emprego, deve aluguel e dirige a sua scooter velha. Talvez a quantidade de vilões seja o grande equívoco da fita, pois a impressão que se tem é uma mistura grande de situações de que tudo deve acontecer em 140 minutos. Assim, pouca coisa é aprofundada e o espectador se dispersa entre uma cena e outra.

O relacionamento entre Peter Parker e Mary Jane não é tão intenso para que ambos pensem em casamento, pois um não confia plenamente no outro para que justifique uma união. Por exemplo, quando M.J. não diz a Peter que foi despedida do musical; e, pode acreditar, mulheres não perdoam traições.

Uma homenagem é feita (ainda que não intencional) ao episódio de 11 de Setembro, quando o super-herói salva vítimas no alto do prédio, em plena Nova York, fruto de um dos ataques.

Os fãs de Homem-Aranha talvez se decepcionem com o ritmo da fita, principalmente por o roteiro impor muitos personagens. É verdade que logo no início todos são apresentados e isso impede um pouco o ritmo alucinado das cenas de ação. E justamente por não se aprofundar em nenhum personagem, este foi o longa-metragem, entre os três, que oferece menos emoção ao espectador, que pode sentir falta deste sentimento na franquia.

No entanto, uma coisa é certa: a terceira parte tem referência nos outros dois longas. Portanto, trate de ver ou rever as outras fitas da franquia (aproveite que recentemente foi lançado o “Homem-Aranha 2.1” em DVD, com oito minutos a mais de cenas inéditas) antes de se dirigir ao cinema, pois mesmo com todos os defeitos que o filme pode ter, trata-se de uma excelente produção, e que deve arrastar milhares de pessoas para as salas. E você não pode ficar de fora.


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