Memória Cinematográfica

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Noivas

Europeu tatianna 20 abril 2007

Dois anos separam a primeira apresentação do longa-metragem grego “Noivas” (“Brides”), que participou da Seleção Oficial no Festival de Moscou, em 2005, e o lançamento no Brasil, que acontece nesta sexta-feira, 20 de abril.

Com produção executiva de Martin Scorsese, a fita é dirigida pelo ateniense Pantelis Voulgaris (“Acropole”) e é ambientada em 1922, quando 700 noivas saem da Grécia em direção a Nova York para encontrarem seus respectivos noivos, com quem cerraram compromisso por correspondência.

Além das gregas, romenas, armênias, búlgaras e russas, o navio também leva de volta para casa o fotógrafo norte-americano Norman Harris (Damian Lewis), que teve as suas fotos da guerra entre gregos e turcos rejeitadas por um jornal de seu país.

Dentro da embarcação, ele conhece e se encanta por Niki Douka (Victoria Haralabidou), que está indo para Chicago encontrar o seu noivo no lugar de sua irmã, já que ela não se habituou a ficar longe de casa e voltou para trás. Durante o percurso no oceano, Niki costura os vestidos das noivas, enquanto Norman fotografa uma a uma.

Por se passar no início dos anos 1920, a produção peca um pouco em direção de arte, já que nada remete àquele tempo (vá lá, uma caneta tinteiro para escrever cartas…). Em compensação, a história traz a sensação de que pode se passar em qualquer época, podendo ser, inclusive, contemporânea. Outra coisa que pode incomodar um pouco é o fato de ter sido escolhida uma russa, para viver uma grega, e um inglês, para fazer um americano. O longa é falado em grego e em inglês.

Nas festas, os atores dançam em roda, tal como em qualquer família grega, e o balé dançado por uma das personagens russas é aplaudido de pé.

Mesmo aos 25 anos, Niki, de um dia para o outro, após 20 dias no mar, aparece com os cabelos brancos, sem qualquer explicação. A história discute sobretudo emoções fortes, responsabilidade e decisões, que muitas vezes podem contar para a felicidade de muita gente.

Com imagens em close e escuras, o longa de Pantelis Voulgaris é uma dessas obras de arte que devem ser apreciadas por todos.

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