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Pequena Miss Sunshine

20 out 2006

written by Tatiana Babadobulos

Com principalmente muito bom humor e sátira, os diretores estreantes no cinema Jonathan Dayton e Valerie Faris contam a história dos Hoover, mas com ênfase na caçula Olive (Abigail Breslin), personagem principal do longa-metragem “Pequena Miss Sunshine” (“Little Miss Sunshine”), estréia desta sexta, 20 de outubro.

O filme, de produção independente, é centrado em uma família muito atrapalhada, que se vê cruzando os Estados Unidos, rumo à Califórnia, a bordo de uma Kombi muito velha (e sem embreagem) para levar Olive em um concurso de beleza, mesmo que ela não tenha nenhum dos atributos para tal.

O pai, Richard (Greg Kinnear), um palestrante motivacional fracassado, está prestes a perder o emprego e diz que não pode acompanhar a família na viagem, mas é obrigado pela mãe, Sheryl (Tony Collette), que sempre aposta sobretudo na franquesa das palavras.

O avô (Michael Arndt) de Olive é o seu principal incentivador e é com ele que ela ensaia suas habilidades pessoais: uma coreografia que só poderá ser conferida ao final. Ele é engraçadíssimo, moderno e lê revistas pornográficas, além de consumir cocaína.

Um dos destaques entre os personagens, aproveite para prestar atenção às frases que ele solta, como: “O verdadeiro fracassado não é alguém que não vence. O verdadeiro fracassado é aquele que tem tanto medo de não vencer que não chega a tentar”.

Seu irmão, Dwayne (Paul Dano), é um adolescente movido à raiva que faz greve de voz e não fala nada até que consiga entrar para a Academia da Força Aérea. Para se comunicar, utiliza sempre um bloco de papel e escreve frases nem sempre espirituosas, mas com certeza que têm muita relevância.

Seu tio, Frank (Steve Carell), acaba de sair do hospital por ter tentado suicídio. O motivo? Bem, amor não correspondido por um aluno. Ele é professor especializado em Proust e tem sempre uma explicação para tudo.

Junte todos esses personagens e coloque-os dentro da Kombi. Tudo pode acontecer. E pode acreditar, acontece.

O roteiro, escrito pelo também estreante Michael Arndt, é feliz e bem estruturado, e apresenta personagens com personalidades bem definidas. Mas é principalmente o bom humor que vai entreter e conquistar o espectador, pois “Pequena Miss Sunshine” é um filme espirituoso e inteligente.

A pequena Abigail é uma graça, sabe o que está fazendo e mostra ao público por que está contando esta história. Ela e o avô com certeza são destaques deste longa, que vai fazer o espectador rir a valer da história caricata e satírica, baseada em uma típica família americana e todos os percalços pelos quais sempre há de se passar um dia.


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