Memória Cinematográfica

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Soltando os Cachorros

tatianna 11 maio 2006

Parece um filme de guerra. De um helicóptero, soldados avistam o local que devem descer para encontrar o que procuram. Eles estão no Tibet e perto de um local onde monges meditam.

De repente, uma cena no mínimo bizarra: entre os religiosos, um enorme e peludo cachorro da raça sheepdog. Ele está meditando também, até que um garoto pára à porta e lhe mostra uma bola. Este é o sinal para o animal sair correndo e ir buscar o prêmio. Porém, é neste momento que o exército armado até os dentes captura o cachorro e o leva para bem longe dali.

Este é o começo do novo longa-metragem “Soltando os Cachorros” (“The Shaggy Dog”),  estréia desta sexta-feira, dia 12 de maio. O cão Coal é a estrela do filme. Ao seu lado, Tim Allen e Kristin Davis completam o elenco como um casal com dois filhos.

A menina, Carly (Zena Grey), é contra o trabalho do pai, um advogado que está defendendo as intenções da empresa à qual trabalha. Ela, defensora dos animais, jura que os cientistas estão maltratando os bichos na empresa.

É da pior maneira possível, porém, que o pai vai descobrir o quanto a sua filha tem razão. Isso porque ao ser mordido por um cão que apareceu em seu jardim, ele se transforma em um cachorro igual em alguns momentos.

O soro de mutação genética desencadeia uma série de mudanças físicas em seu corpo, transformando-o no novo cão de estimação da família. O fato é que vai confundir a família inteira, deixar a esposa esperando na mesa do restaurante no aniversário de casamento, e fazer com que o filho caçula, Josh (Spencer Breslin), troque o futebol pelo ensaio do musical “Grease”.

O ator Robert Downey Jr. faz o papel de Dr. Kozak, um doido cientista que quer retirar o sangue do cachorro tibetano, que tem por volta de 300 anos de vida, e injetá-lo em sua veia para ter a vida prolongada.

As cenas engraçadas ficam por conta dos trejeitos caninos adotados pelo humano, como a audição e o faro aguçados, a mania de se coçar, rodopiar em busca do próprio rabo, dormir na garagem da casa (ou no pé da cama), jogar a cara dentro da tigela de cereal, correr de quatro atrás de um gato ou de um osso.

Dirigida por Brian Robbins (“Nota Máxima”), a fita é baseada no clássico de 1959, estrelado por Fred MacMurray, Jean Hagen e Tommy Kirk. Embora amarrado, o roteiro é previsível e levemente engraçado. A comédia é indicada especialmente para crianças, que certamente vão se divertir com as aventuras do cão, especialmente quando ele passa por cima de carros na avenida e usa uma capa, como se fosse um super-herói.

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