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Crash – No Limite

28 out 2005

written by Memória Cinematográfica

Muitas histórias se misturam em “Crash – No Limite” (“Crash”), que estréia sexta-feira, dia 28, nos cinemas.

Com direção e roteiro do estreante Paul Haggis, que não faz feio, o longa-metragem aproveita para falar de racismo e do pânico que as pessoas vivem na América após os ataques terroristas de 11 de setembro.

Outro ponto levantado pela trama é o fato de os moradores de Los Angeles reclamarem da falta de toque existente na cidade, uma vez que todos estão sempre escondidos atrás de vidros e de seus carros blindados.

Próximo ao Natal, os negros Peter (Larenz Tate) e Anthony (Chris “Ludacris” Bridges) roubam uma pick-up Navigator do promotor público Rick Cabot (Brendan Fraser), que está com a sua esposa Jean (Sandra Bullock), uma mulher que vive atormentada pelo medo.

No caminho do desmanche, os dois atropelam um coreano e não prestam socorro. Por estar dirigindo um carro parecido, o casal Cameron Thayer (Terrence Howard) e sua esposa Christine (Thandie Newton) são parados pela polícia e revistados por Ryan (Matt Dillon), que se aproveita da moça e a acaricia da cabeça aos pés em frente ao marido e ao novato Tom Hansen (Ryan Phillippe).

Do outro lado da cidade, o detetive Graham Waters (Don Cheadle) e sua parceira Ria (Jennifer Esposito) investigam a cena de um crime. Numa loja de armas no centro da cidade, o iraniano Farhad (Shaun Toub), que teve a loja saqueada, está determinado a comprar uma arma para proteger o seu comércio.

Daniel (Michael Peña) troca a fechadura quebrada da loja, mas o avisa que é preciso trocar a porta. Quando o chaveiro chega em casa, encontra sua filha dormindo embaixo da cama, pois está assustada com os barulhos que ela acredita serem de tiros.

O longa não tem um personagem central, uma vez que ele é formado por diversas histórias que, de alguma forma, vão se juntar em uma única e fazer a ligação. O roteiro, aliás, foi bastante feliz quando prevê a ligação dessas histórias de forma sutil e bastante inteligente.

A direção também se aproveita do elenco de primeira para explorar a interpretação e o jogo de câmeras. Já a trama, por si só, é lição de casa para parar e pensar sobre tudo o que se faz no dia-a-dia.


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