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A Noiva-Cadáver

21 out 2005

written by Memória Cinematográfica

Foi uma loucura, mas deu certo. Ao mesmo tempo em que realizava o remake, em Londres, de “A Fantástica Fábrica de Chocolate“,  Tim Burton se desdobrava para dirigir e produzir a animação “A Noiva-Cadáver” (“The Corpse Bride”), que estréia nesta sexta, 21.E não era só ele. Johnny Depp, que interpretou Willy Wonka no infantil, desta vez empresta a sua voz ao personagem Victor Van Dort.

Esta, porém, não é a primeira vez que Burton se aventura em stop-motion, uma técnica na qual os bonecos são manipulados e cada pose é fotografada quadro a quadro, fazendo com que os animadores trabalhem 12 horas para filmar um ou dois metros de película no dia (a mesma técnica usada em “A Fuga das Galinhas”). Embora não tenha tido tanto sucesso quanto o esperado, seu filme “O Estranho Mundo de Jack” utilizou o mesmo recurso e veio 11 anos antes.

No longa-metragem, Victor é um cara atormentado, de família rica, mas lhe faltava classe. Para fazer parte da alta sociedade, seus pais marcaram casamento com uma moça que ele nunca havia visto antes: Victoria (na voz de Emily Watson).

Ela, descendente do Duque de Everglot, tinha bastante classe, mas andava sem dinheiro e seu matrimônio havia sido encomendado por seus pais. Ela estava ansiosa para a chegada da data especial mas, no dia do ensaio, por conta do nervosismo, Victor não consegue fazer os votos e é expulso da capela pelo pastor Galswells (voz de Christopher Lee). Ele só deve voltar quando tiver decorado toda a fala. Enquanto ensaia as palavras no bosque, um cadáver se levanta e diz sim ao pedido de casamento.

O cadáver, porém, é uma moça (a Noiva-Cadáver, dublada por Helena Bonham Carter) estranha e bela, que morreu durante a noite de núpcias e gostaria de ter um novo marido. Ela é bonita e tem um olho que lhe escapa e dentro há uma lesma que fala seus pensamentos ocultos.

Eis que ela decide levar Victor para a terra dos mortos, um lugar colorido, animado, com pessoas fazendo festa, bebendo cerveja, felizes. Ao contrário, a terra dos vivos é retratada por Burton monocromática, com pessoas tristes, melancólicas, sisudas, ambiciosas, chatas.

Com algumas partes musicadas, o longa passa a ficar um pouco cansativo, mas a história é curta e resumida, de maneira que vai logo ao assunto e faz os espectadores soltarem algumas risadas, principalmente quando, na terra dos mortos, os esqueletos dançam ao ritmo da música.

Embora seja censura livre, as crianças podem se chocar com o conteúdo do corpo humano que está à mostra. Sobre o fato de o lado de lá ser mais alegre e colorido, bem, às vezes fico pensando se realmente não é assim!


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