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Madagascar

23 jun 2005

written by Memória Cinematográfica

Eles cumprem a rotina à risca. Se apresentam para os visitantes, se alimentam nos horários corretos, e são felizes em grupo. Quer dizer, quase todos. Em “Madagascar”, longa-metragem de animação da DreamWorks que estréia nesta sexta-feira, dia 24 de junho, Marty, a zebra, um dos animais do jardim zoológico do Central Park de Nova York, resolve quebrar de vez o dia-a-dia e sai em busca de uma noite excitante.

A idéia, porém, surge a partir dos pingüins, uns serem engraçadinhos e com hierarquia definida na figura de um líder, que resolvem cavar o solo do zôo em direção à Antártica. O plano dá certo, mas influencia o inocente e alegre Marty, que acaba de completar dez anos de idade, a metade da sua vida.

Os personagens têm a personalidade bastante definida, como Melman, a girafa, que é maníaca e completamente hipocondríaca e medrosa; Alex, o leão e símbolo do parque, é vaidoso e preocupado com a fama e se as pessoas estão gostando de sua performance, ou se está preparado visualmente para enfrentar mais um dia de trabalho; Glória, a hipopótama (com voz de Heloísa Périssé na versão dublada, que também fez adaptação do roteiro), dá sempre uma de mãezona, aquela que quer resolver os problemas de todos da melhor forma possível e coloca ordem na bagunça.

Marty, então, sai escondido no meio da noite do seu aniversário para conhecer a “natureza”, e os seus amigos seguem atrás, preocupados. Todo mundo se encontra na estação de trem e é a partir daí que a diversão começa, porque os animais são mandados para a África e eles são obrigados a se virar para sobreviver, já que, para o leão, não há os deliciosos bifes à disposição e em horário marcado. Um verdadeiro desafio de sobrevivência.

O longa é engraçado do começo ao fim, e a versão dublada é repleta de gírias que são usadas no dia-a-dia (um pouco forçado, porém). A selva, da maneira como é retratada, teve o seu visual inspirado em parte nas pinturas do francês Henri Rousseau.

Dirigido por Eric Darnell e Tom Mcgrath, com música de Hans Zimmer, também constam cenários inspirados em fatos reais, além do zoológico, como a estação de trem Grand Central Station, a 5ª Avenida, o Times Square e o complexo de prédios comerciais Rockefeller Center.

Tanto a Disney/Pixar quanto a DreamWorks entenderam que longas de animação têm tudo para levar aos cinemas adultos e crianças, principalmente quando a trama é cercada de animais divertidos (veja o exemplo de “Procurando Nemo”, “O Espanta Tubarões”, “O Rei Leão”, entre tantos outros títulos). A diversão é garantida para toda a família, se bem que se o foco do filme fosse os pingüins, poderia render uma outra história com mais fôlego e bem mais engraçada. Quem sabe os produtores não dêem conta disso.

Comentários

Eu não tenho dúvida que o longa é bom. Me diverti pra caramba, ri até dizer chega, e tenho certeza que as crianças vão gostar também. Só acho que a história teria mais fôlego se fosse focada nos pinguins, esses sim são hilários. Quanto à dublagem de Heloísa Périssé eu não curti muito não, é cheio de “caraca”, “vaza”, sei lá eu o quê.

 


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