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Guerra dos Mundos

29 jun 2005

written by Memória Cinematográfica

Eles já trabalharam juntos antes, em “Minority Report – A Nova Lei”. Porém, quando isso acontece, é sempre uma expectativa. Depois de tanto suspense, veio à luz o novo filme de Steven Spilberg estrelado por Tom Cruise. “Guerra dos Mundos” (“War of the Worlds”) finalmente chegou às telas do planeta na quarta-feira, dia 29 de junho.

Na trama, Cruise é Ray Ferrier, um cara divorciado que trabalha manobrando contêiner e tem dois filhos. Não chega a ser um pai exemplar, já que não sabe como lidar com o adolescente Robbie (Justin Chatwin) e com a pequena Rachel (Dakota Fanning) durante a visita de fim de semana. E é depois que Robbie pega o carro do pai sem pedir e sem ter licença para dirigir, que começa um festival de raios no céu (a cena de pai e filha embaixo da mesa é patética. E sim, dois raios podem cair no mesmo lugar, a despeito do que diz o personagem do galã).

Por conta da tempestade, tudo na cidade pára de funcionar: telefone, energia elétrica, relógio de pulso, carro. Robbie volta a pé e diz que contou 26 raios. Mas é a partir de então que a verdadeira história começa, quando o chão começa a tremer e uma estranha máquina surge do solo. Um exército de criaturas de três pernas aparece e assusta toda Nova York (sempre ela é a escolhida pelos terroristas!). Os Tripods começam a incinerar tudo o que vêem pela frente, sem dar chance de abrigo.

Ogilvy (Tim Robbins) oferece refúgio em seu porão para que pai e filha possam se esconder, enquanto Robbie, num ataque de coragem, vai ajudar o exército americano a liquidar os invasores.

Embora seja a mais nova, Rachel é a mais sensata de todos os personagens. Em sua participação rápida e marcante, Tim Robbins surta e acha que pode encarar os alienígenas sozinho e salvar a América do extermínio.

Baseado na história de H. G. Wells, livro escrito em 1898, o longa-metragem não tem seres do outro mundo do bem, como era “ET”, do mesmo Spilberg. Mas também não tem a pretensão de consagrar os Estados Unidos como uma potência mundial, tal como foi mostrado em “Independence Day”, antes de 11 de Setembro. Os extraterrestres aqui são seres pegajosos e continuam com os dedos cumpridos (lembra da luz que saía do dedo de ET?).

Quem quer ver um longa de Spilberg por conta dos efeitos especiais não vai se decepcionar, eles estão todos lá: voam carros, ônibus, caminhões. Há naves espaciais, muito barulho e a trilha sonora do sempre parceiro John Williams.

Comentários

O filme não chega a ser tosco, mas bom também não é. Não chega a ser emocionante como “ET”, mas também não é bairrista como “Independence Day”. Se o Tom Cruise tá bonito? Sim, o galã continua lindo, e mais ainda naquele mesmo visual de “Top Gun”: jaqueta de couro com calça jeans.

Versão em inglês

They already worked together in Minority Report. After much suspense this time around, Steven Spielberg’s new movie, starred by Tom Cruise, is out. “War of the Worlds” finally opened in theaters on Earth, on June 29.

Cruise plays Ray Ferrier, a divorcé with two kids who hauls containers for a living. He is not exactly a model father, not knowing how to deal very well with his teenage son Robbie (Justin Chatwin), and little Rachel (Dakota Fanning) during their weekend visit. After Robbie takes his dad’s car without permission, a lighting storm begins, and despite what the main character says, lighting can strike in the same place twice.

Everything in town stops working because of the storm: telephones, electricity, watches, cars. Robbie comes home on foot and says he counted 26 bolts. That is when the real story actually begins, when the ground starts shaking and a strange machine emerges from the ground. An army of three-legged creatures appears and proceeds to terrify all of New York, which seems to be the chosen backdrop for terrorist attacks. The Tripods incinerate everything they see, without pity.

Ogilvy (Tim Robbins) offers refuge in his basement so that father and daughter can hide, while Robbie, in a surge of courage, helps the U.S. Army liquidate the invaders.

Although she is the the youngest, Rachel is the most sensible of all the characters. In his brief appearance, Tim Robbins freaks out and thinks he can face the aliens and save America alone.

Based on H.G. Wells’ book written in 1898, the movie does not portray benign creatures from another world, like in “E.T”. It also doesn’t aspire to consecrate the United States as a world power, like in “Independence Day”, shot before September 11th. The plot revolves around an average American family, struggling for survival. The extraterrestrials still have long fingers (remember ET’s light-tipped finger?). Those looking for a Spielberg picture with incredible special effects will not be disappointed. They are all there: flying cars, buses, trucks. There are spaceships, much noise and a soundtrack by Spielberg’s buddy, John Williams.

 


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