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Colateral

27 ago 2004

written by Memória Cinematográfica

Numa cidade grande como Los Angeles, as pessoas andam de um lado para o outro sem nem sequer se preocupar com quem caminha também. Numa passagem no longa-metragem “Colateral”, que estréia nos cinemas nesta sexta, 27, o fato é bem lembrado por Vincent, personagem do astro Tom Cruise: um dia uma pessoa morreu dentro do metrô e ficou um tempão para ser descoberta pela polícia e retirada do local.

A noite era como outra qualquer, que o motorista de táxi Max (Jamie Foxx) foi fazer as suas corridas para guardar dinheiro e investir no seu verdadeiro sonho: ter limusines nas quais as pessoas não iam querer mais sair de dentro, “seria como estar numa discoteca”.

Para aliviar o estresse do dia a dia, ele sabia a receita na ponta da língua: abaixava o quebra-sol do carro e lá estava uma belíssima foto das Ilhas Maldivas. Quando a promotora pública Annie (Jada Pinkett Smith) apareceu para uma corrida, ele foi logo dando a receita de vida sem estresse: “Eu viajo até lá 12 vezes ao dia”.

Porém, sua vida mudou completamente quando o passageiro era Vincent, um assassino de aluguel contratado pelos membros de um cartel do narcotráfico. A intenção era acabar com as testemunhas para não serem condenados por um júri federal. Eram cinco pessoas que deveriam desaparecer do mapa.

Para tanto, Vincent oferece dinheiro para que Max o dirija aos endereços específicos. O motorista, no entanto, não tem escolha e acaba fazendo todo o serviço, inclusive fugindo da polícia de Los Angeles e do FBI, além, é claro, de ter fundamental importância no momento final.

“Uma das coisas que me atraíram ao projeto foi o fato de tudo acontecer numa noite. A história toda se dá entre 18h e 4h, na mais contemporânea das cidades americanas”, diz o diretor e produtor Michael Mann.

“Vincent é totalmente profissional. Ele foi contratado para fazer um serviço e não cumpri-lo seria uma falha em seu código moral. Sempre tento encontrar o código moral do personagem sem, necessariamente, ter que concordar com ele. Levei em consideração esse perfil para entrar no personagem. As pessoas são muito complexas e há muitas coisas acontecendo dentro delas que podem ser fascinantes”, conclui Cruise.

 

 


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