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A Paixão de Cristo

19 mar 2004

written by Memória Cinematográfica

Mesmo antes de estrear, “A Paixão de Cristo” já recebeu muitas críticas, principalmente por ser tratado pela comunidade israelita como anti-semita. O filme tem com roteiro, produção e direção assinados pelo australiano Mel Gibson.

O longa-metragem conta, em aramaico, idioma falado há dois mil anos, as 12 últimas horas da vida de Jesus de Nazaré (Jim Caviezel), começando no Jardim das Oliveiras, onde ele vai rezar após a Última Ceia.

Traído por Judas Iscariotes (Luca Lionello), Jesus é preso e levado de volta para Jerusalém, onde os líderes dos Fariseus o confrontam com acusações de blasfêmia, de maneira que o seu julgamento termina com uma condenação à morte.

Embora exista a chance de ele ser absolvido pelo governador romano da Palestina, Pôncio Pilatos (Hristo Naumov Shopov), isso não acontece.

O governador, por sua vez, literalmente lava as suas mãos e transfere a decisão para o rei Herodes, que devolve Jesus a Pilatos. No final das contas, é o povo que vai decidir o que será feito com Jesus: ou ele será libertado, ou será libertado o criminoso Barrabás.

Assim, Jesus é entregue aos soldados romanos e daí pra frente a gente já sabe o que aconteceu, de acordo com a Bíblia. Ou nem imagina, porque o que os soldados fazem com Jesus é simplesmente inadmissível em qualquer tipo de condenação.

Um verdadeiro teste para saber até quanto se agüenta uma tortura. Como se não bastassem chibatadas e coroa com espinhos na cabeça, Jesus ainda precisa carregar a cruz pelas ruas de Jerusalém até o alto do Golgota, onde é crucificado (com direito a prego nas mãos e nos pés).

Durante a exibição do filme, difícil é ficar imóvel com tanta violência e sangue escorrendo diante dos nossos narizes. Se a intenção era mostrar ao povo o que Jesus sofreu por nós, ora, acho que conseguiu o arrependimento de muitos cristãos.

“Minha grande esperança é que a mensagem de tremenda coragem e sacrifício dessa história possa inspirar tolerância, amor e perdão. Nós estamos precisando dessas coisas no mundo de hoje”, conclui Gibson.

 


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