Memória Cinematográfica

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A Grande Família – O Filme

Nacional tatianna 26 janeiro 2007

Desde que filmar seriados virou moda, muitos programas da televisão foram para a tela grande do cinema. Basta lembrar rapidamente de “A Feiticeira“, do recente “Miami Vice“. No tapete de lançamentos, o Brasil também não ficou de fora quando os produtores fizeram filmes baseados em séries como “Os Normais”. Agora, ganha as telas “A Grande Família – O Filme”.

Um dos seriados de maior sucesso na televisão brasileira (aliás, a primeira vez que o seriado passou na TV foi nos anos 70 e atualmente completou 218 episódios na telinha), a idéia é mostrar na telona uma versão maior daquela produzida para ir ao ar toda quinta-feira pela TV Globo.

Pois bem, não fosse pelo roteiro, de autoria de Cláudio Paiva em conjunto com Guel Arraes, que dá diversas voltas e cansa o espectador, até que poderia ser uma boa produção dirigida por Maurício Farias (“As Noivas de Copacabana”). Os personagens são os mesmos da televisão, com exceção de Paulo Betti, que faz o papel de Carlinhos, ex-namorado de Nenê, vivida pela ótima Marieta Severo.

A trama conta a história de Lineu (Marco Nanini) que, na volta do enterro de um colega de trabalho, acredita que vai morrer. Então, ele vai ao médico fazer uns exames e o especialista suspeita que ele tem um tumor. Mesmo sem a confirmação, Lineu volta pra casa e desiste de ir ao baile com a esposa para comemorar os seus 40 anos de casados e toda a família fica indignada.

Aliás, o longa começa justamente com imagens do salão onde os dois se conheceram, por volta dos anos 1960. Paralelamente, Tuco (Lucio Mauro Filho) e Agostinho (Pedro Cardoso) batalham por um emprego no supermercado onde Carlinhos é o gerente. Bebel (Guta Stresser) luta por conseguir engravidar e Marilda (Andréa Beltrão) gostaria de arrumar um marido.

Neste contexto, Lineu, que acha que vai morrer, pretende mudar o seu próprio destino e, por isso, o longa-metragem oferece três versões diferentes para o seu personagem (duas seriam suficientes). Cabe ao espectador se divertir ou não com eles. Este pode ser o grande problema do longa, já que se torna um pouco cansativo, até que a história se defina.

Outro problema que é possível confirmar no filme é o áudio. Principalmente Andréa Beltrão e Guta Stresser falam com um volume a mais na voz, o que acaba por destoar um pouco das outras personagens. Os outros personagens, que estão há seis anos fazendo os seus papéis, conseguem transmitir a comédia que vivem, principalmente Pedro Cardoso, com seu senso de humor e timming impagáveis. Só a bilheteria, porém, dirá se a fórmula é mesmo de sucesso.

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