Memória Cinematográfica

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Se Puder… Dirija!

3D Estreia Nacional 29 agosto 2013

Mais uma comédia nacional chega aos cinemas a partir de 30 de agosto. E, para não perder o costume, mais uma comédia nacional chata… Não é má vontade desta repórter achar “Se Puder…Dirija” ruim. O filme já começa mal. O nome brinca com a comédia norte-americana “Se Beber, Não Case!” (cujo nome original é “The Hangover”). A história, que se passa praticamente o tempo todo dentro do carro guiado por João (Luiz Fernando Guimarães), é sobre pai e filho, sobre relacionamento, sobre a conquista da confiança e do amor que acontece aos poucos.

Na trama, João chega atrasado ao aniversário do filho Quinho (Gabriel Palhares) e sua ex-mulher (Lavínia Vlasak) inicia uma verdadeira DR sobre o motivo pelo qual não há fotos dele, o pai, na geladeira, tal como tem da criança com a mãe. Para se redimir da ausência na criação do filho, João promete passar o dia seguinte todo com o pequeno.

Manobrista em um estacionamento juntamente com Edinelson (Leandro Hassum), João se esquece dos compromissos e, para consertar, pega um carro emprestado e passa por situações inimagináveis.

Primeiro, sofre tentativa de assalto, depois atropela um rapaz (Reynaldo Gianecchini) de bicicleta… Ao filme falta ritmo e cansam as situações semelhantes, algumas até constrangedoras, e todas sem graça nenhuma. Enquanto isso, o pequeno trata o pai como se fosse super-herói.

Durante entrevista à imprensa em São Paulo, o diretor Paulo Fontenelle (“Intruso”) relata que decidiu fazer um longa-metragem todo em 3D para mostrar pela primeira vez que o Brasil também pode filmar neste formato tão bom quanto os blockbusters norte-americanos, e “abrir caminho para os próximos que virão”. O orçamento foi de 30% a mais (R$ 8 milhões) do que se fosse feito apenas em 2D. Para tanto, foram usados os mesmos equipamentos utilizados em “Homem-Aranha” e a finalização foi feita em Los Angeles.

Como produto final, apenas as primeiras imagens podem ser vistas verdadeiramente em três dimensões; no restante, porém, nada justifica o uso daqueles óculos ruins e pesados durante uma hora e meia de projeção – além de o ingresso nos cinemas custar mais caro.

Há uma cena após os créditos, mas não é preciso esperar. Ela é totalmente dispensável.

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